Hoje um homem jogou uma bituca de cigarro na sargeta. Eu não fiz nada. Simplesmente vi aquele ato grosseiro se concretizar na minha e frente. E não fiz nada. Um ignorável ato de jogar lixo na rua me agoniou profundamente, olhei em volta um tempo depois: vi dezenas de cigarros, garrafas, papéis e derivados. Era só mais uma bituca, é claro que não fazia diferença. Ah, esse tipo de pensamento me enoja. E lógicamente, cada um que contribuiu para aquela podridão teve o mesmo raciocínio medíocre. As pessoas sabem reclamar direitinho, de seus salários, do governo, de suas vidas e do mundo que caminha cada vez mais rápido para o caos, mas se preocupam tanto em reclamar que esquecem que são elas mesmas que contribuem para um mundo podre, onde o principal (ou pelo menos um importante) objetivo de suas vidas deveria ser ao menos preservar o mesmo. Só imagina se cada um fizesse a sua parte e se preocupasse mais com emissão de gases poluentes ou reciclagem do que com a roupa que vai usar na festa da fulana ou com 'Caminho das Índias' (ai, como me irrita essa novela. Eu realmente não me importo se o ''Raj'' tá morto ou não. E eu realmente não aguento mais chegar morrendo de sono na sala se aula pra ouvir comentários do tipo: 'A novela foi muuuuuuuito looooooouca ontem!!!'. Uhul, eu não ligo!!!). Se isso acontecesse o mundo seria um lugar no mínimo decente, com um futuro... no mínimo... garantido.
Agora eu pergunto: pra onde estamos caminhando? Até que ponto vai esse descaso com o meio ambiente? Cadê a vergonha na cara desse povo? Egoísmo, puro egoísmo com gerações futuras - aliás nem é preciso ir tão além: ninguem se sente confortável em um ambiente sujo, feio e poluído no presente mesmo. - Pura preguiça? Não? O que é então? Só sei que é preciso descobrir logo o que acontece nessas cabeças-de-girico que a gente encontra por aí, por que eu não estou a fim de ver meus filhos pagarem pela porcalhada dos outros, nem quero pagar por elas também. E apesar de não ter feito nada ao ver aquele troglodita arremessar seu cigarro no asfalto - fato do qual me arrependo e me envergonho profundamente - sei que, ao menos, faço a minha parte e não consigo achar tal ato uma ação normal de se ver (ao contrário da maioria das pessoas desse mundo) e não: Não me acostumo e nem quero me acostumar a ver todo esse lixo espalhado pelas ruas, esses gases destruindo nosso ozonio e toda essa baboseira ambiental que todos estão cansados de ouvir, mas que ninguem dá a mínima importância.
P.s.: A novela acabou de acabar. Alívio profundo.